Texto e imagens do material fornecido ao acervo do Museu Digital de Delfim Moreira.
- SÉCULO XVII
Incursões de bandeirantes paulistas na região a procura de ouro;
- SÉCULO XVIII
Ocupação da região a partir do Vale do Paraíba, principalmente por bandeirantes paulistas de Taubaté, com destaque para Miguel Garcia Velho, que descobre ouro no Rio Santo Antônio, local denominado Novo descoberto de Itagybá, aí se estabelecendo e iniciando o povoamento da região.
- 1746
Discussão sobre limites das capitanias de São Paulo e de Minas Gerais;
- 1749
Definição da fronteira das capitanias pela Serra da Mantiqueira colocando o Descoberto de Itajubá no Termo da Vila de São João dey Rei, Comarca do Rio das Mortes;
- 1752
Licença para a construção de uma capela e altar portátil para abrigar a imagem de Nossa Senhora da Soledade, padroeira local;
- 1753
Criação do curado de “Descoberto de Itajubá” e nomeação de Padre Antônio da Silveira Cardoso como primeira cura sob Jurisdição ainda da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade (Lorena);
- 1762
Torna-se Freguesia de Nossa Senhora da Soledade, passando a ser conhecido como Soledade de Itajubá. O arraial se constituía em um julgado, ou seja, com Justiça própria, mas sem o privilégio de vila;
- 1800
Declínio das minas e êxodo populacional para as margens do Rio Sapucaí comandado pelo padre Lourenço da Costa Moreira;
- Estação Delfim Moreira Foto Geraldo Gomes
- 1819
Fundação da Capela de São José na região do atual município de Itajubá e criação do povoado de Boa Vista do Sapucaí
- 1832
O povoado de Boa Vista ergue uma nova capela em homenagem agora a Nossa Senhora da Soledade. Inicio de conflito de ordem administrativa e religiosa para decisão sobre a sede da paróquia (freguesia) de Nossa Senhora da Soledade. A Igreja do novo vilarejo é elevada a matriz; Padre Lourenço lidera uma romaria para buscar os objetos de devoção do antigo templo, mas os moradores de Soledade de Itajubá resistem e não permitem que nada saia para nova Igreja. Este episódio é conhecido na história como DIA DO ENCONTRO que reafirmou a força da religiosidade local e do compromisso de toda a população com seu patrimônio. Como resultado da luta do Padre Lourenço Soledade de Itajubá perde sua denominação, sendo chamada a nova freguesia de Itajubá.
- 1842
O povoado recupera os títulos de Igreja Matriz e Paróquia de Nossa Senhora de Itajubá;
- 1844
Soledade foi elevada novamente a condição de Freguesia, pertencente à comarca de Itajubá;
- 1861
O Barão da Bocaina planta, em suas terras da região, mais de cinco mil mudas de marmelo e outras frutas, trazidas de Portugal, impulsionando a produção de frutas local;
- 1920
Reconstrução da Igreja Matriz e colocação do relógio na torre doado por Manoel José Lebrão;
- 1927
Inauguração do prédio da Estação Ferroviária;
- 1928
Inauguração do ramal da Rede Sul Mineira de Viação ligando Itajubá ao distrito;
- 1938
Emancipação política de Soledade de Itajubá, em 17 de dezembro, por força do Decreto-lei nº 148, sendo seu nome mudado para Delfim Moreira.
- 1939
A Prefeitura Municipal é instalada no casarão de propriedade de Albino José Alves, construído em 1880;
- 1944
Inauguração da fábrica da CICA que funcionou até 1985;
- 1951
Melhorias urbanas com a construção de Praças;
- 1957
Construção do Mosteiro Santa Maria da Serra Clara (hoje desativado);
- 1962
Desmembramento do povoado de Queimada que passa ser o município de Marmelópolis;
- 1968
Considerando-se o risco de desabamento a Igreja Matriz foi amplamente reformada e seus espaços modificados;
- 1970/1980
Grande crise na lavoura com ataques de pragas
- SÉCULO XXI
Novas perspectivas para o desenvolvimento sustentável da região com o desenvolvimento de ações de turismo especializado, o resgate da fruticultura e outras, como a piscicultura de trutas.